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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Só 6,8% dos deputados federais foram eleitos sem ajuda de puxador de voto

Dos 513 deputados federais eleitos em todo Brasil, apenas 35 se elegeram sozinhos. Ou seja, obtiveram votação nominal maior que o quociente eleitoral e não precisaram da mãozinha dos puxadores de votos. Se eles estivessem sozinhos no partido ou na coligação, mesmo assim seriam eleitos. Os outros 478 deputados foram eleitos somente graças aos votos da coligação.

O campeão de votos em todo o País foi o candidato Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), com 1.353.820 votos. Com um quociente eleitoral de 304.533 votos, ele ajudou a eleger mais três deputados. Em todo o País, além de Tiririca, os candidatos mais votados foram: Ana Arraes (PSB-PE), Garotinho (PR-RJ), Manuela D’Avila (PCdoB-RS).

Em São Paulo, além de Tiririca, somente Gabriel Chalita (PSB) também não precisou da ajuda dos puxadores de votos para obter uma cadeira na Câmara dos Deputados. Eles recebeu 560.022 votos.

No Rio de Janeiro, Antony Garotinho (PR), que teve 694.862 votos, garantiu outras duas cadeiras na Câmara. O quociente eleitoral no Estado foi de 173.884 votos. Ana Arraes, que obteve 387.581 votos, com um quociente eleitoral de 176.207 votos em Pernambuco, fez mais um deputado no Estado. Da mesma forma, Manuela D’Avila, com votação nominal de 482.590 votos, ajudou a eleger outro deputado no Rio Grande do Sul, que teve quociente eleitoral de 197.731 votos.

Dentre os que obtiveram votação nominal maior que o quociente eleitoral, apenas quatro conquistaram outras vagas, ou seja, obtiveram votação nominal maior ou igual ao dobro do quociente eleitoral. O quociente eleitoral determina o número mínimo de votos que um partido ou coligação precisa obter para eleger um representante para a Câmara dos Deputados.

Bahia, Minas e Pernambuco foram os estados que tiveram maior número de deputados eleitos somente com seus votos.  Nos demais estados, somente um ou dois deputados se elegeram sem depender da votação total atribuída a legenda.

Os candidatos que estão com registro indeferido pela Lei Ficha Limpa não estão relacionados nesta pesquisa. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Acaba hoje prazo para candidato sugismundo limpar a cidade

Termina hoje o prazo para os candidatos, os partidos políticos e as coligações removerem todas as propagandas relativas às eleições do primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor pode denunciar aqueles que não respeitarem a legislação. O prazo para retirar a propaganda relativa ao segundo turno termina no dia 30 de novembro.

Além disso, termina às 17 horas o período em que nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Para José Dirceu, campanha eleitoral foi a mais suja até hoje

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu classificou a campanha eleitoral para presidência da República deste ano como a mais suja que o Brasil já viu. “Principalmente na Internet e com vídeos pelo YouTube.” Sobre as discussões de campanha, disse que “foi lamentável” e que ações da oposição dividiram o País com a “discussão equivocada” sobre aborto e religiosidade. Segundo sua análise, a utilização desses temas de modo agressivo fez com que o candidato do PSDB perdesse votos em vários segmentos da sociedade.

“Desde 1982 que eu participo como dirigente do PT, como coordenador de campanha, desde 1985 da (campanha) do Suplicy, nunca vi. Acho inclusive que uma das razões do Serra ter caído nas pesquisas foi a campanha que ele fez. Acho que ele perdeu votos da inteligência do país, da juventude, perdeu muito voto de empreendedor, de empresários por uma mistura de populismo e obscurantismo. Acho lamentável que tenha havido essa exploração religiosa no Brasil. Isso é perigoso. Nós não podemos misturar religião e Estado. A religião é da consciência de cada um e todos nós temos formação cristã ou católica ou evangélica. É um despropósito tentar dividir o país a partir da religião.”

A campanha presidecnail ter ido para o segundo turno foi um tormento para o petista. “Esse mês foi o mais longo do ano. Mesmo assim, foi bom para o eleitorado avaliar os governos, as propostas. Os candidatos são diferentes. Serra tem uma proposta para o Brasil, a Dilma tem outra.”

Ele assegurou que não participou em nenhum momento da coordenação de campanha da candidata petista. “Sei qual é o meu lugar no Brasil”, ressaltou o homem que já foi classificado como o mais forte no governo Lula, posição que o projetava para suceder o atual presidente.

Mas denúncias de corrupção e vários escândalos tiraram Dirceu do governo e fez submergir todo o projeto político. Sob a pecha de “corrupto”, o ex-ministro foi citado inúmeras vezes na campanha eleitoral do tucano José Serra, o que ele avaliou como “covardia”. Dirceu queria direito de resposta, o que foi negado pela Justiça Eleitoral. “Uma covardia, né. Porque eu não posso responder. A decisão (do TSE) foi no mínimo equivocada. Eu tenho direito de resposta.”

As acusações sobre seu suposto envolvimento em escândalos de corrupção, observou, não foram fundamentadas. “Cabe a quem acusa provar. Se nós desrespeitarmos isso, nada mais vale no País. Sou inocente, quero ser julgado no Supremo (Tribunal Federal). Em todos os processos julgados até agora fui absolvido. No caso Waldomiro Diniz, foram duas CPIs e dois inquéritos. E em nenhum fui citado”. O caso é de 2004. Diniz , ex-subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares e homem de confiança do ex-ministro, foi acusado de negociar favorecimentos em concorrências em troca de propinas.

Em 2011, Dirceu quer resolver as pendências na Justiça e defender-se das acusações no Supremo Tribunal Federal. “Sei que devo contas à Justiça. Não porque sou culpado. Mas isso é da democracia. Agora quero ser julgado. Até hoje fui pré-julgado, linchado.”

A sua volta a administrações petistas, por enquanto, está descartada. A prioridade é “zerar” as pendências jurídicas. Mas tudo pode mudar se for absolvido. “No ano que vem vou continuar como dirigente do PT.”

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Após apoiar Serra, Cintra pede desfiliação do PR para não ser expulso

Para evitar passar pela comissão de ética e ser expulso do partido, o vereador licenciado e atual secretário municipal do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, Marcos Cintra, pediu hoje a desfiliação do PR. Ele é acusado de infidelidade partidária pelo presidente da Câmara Municipal Antonio Carlos Rodrigues e de não cumprir determinação da legenda de apoiar a candidata do PT à presidência da República Dilma Rousseff e fazer campanha para o tucano José Serra.

Ele acusa os antigos companheiros de legenda de discriminá-lo e ignorarem as diretrizes programáticas do PR. Em carta enviada ao presidente do diretório municipal do PR, Cintra pediu desfiliação em caráter irrevogável. "Tal decisão se deve ao crescente desconforto que venho sentindo em relação às decisões recentes do partido que optou por uma trajetória político-ideológica que considero contrária ao manifesto e às diretrizes programáticas do PR, bem como por julgar estar sofrendo grave discriminação pessoal", escreveu.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Justiça Eleitoral decreta sigilo no caso Tiririca

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, decretou segredo de Justiça no processo que apura a alfabetização do deputado federal eleito pelo PR, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca. A decisão foi tomada a pedido da defesa do humorista, que apresentou ontem documentação sobre a escolaridade do eleito. "Considerando a documentação que instrui a defesa bem como a necessidade de se fazer cumprir a exigência prevista no art. 26, § 9º, da Resolução nº 23.221, defiro que a ação penal doravante se processe em segredo de justiça", escreveu o juiz.

A denúncia sobre a alfabetização de Tirirca foi recebida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) em 4 de outubro, com base no artigo 350 do Código Eleitoral, que prevê pena de até cinco anos de reclusão e o pagamento multa por declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita para fins eleitorais em documento público. Tiririca foi eleito com 1.353.820 votos.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Executiva do PR monta comissão para expulsar Cintra

A diretoria executiva do Partido da República (PR) em São Paulo monta na quarta-feira, dia 27, comissão de ética para julgar posicionamento do secretário municipal do Trabalho Marcos Cintra, que é vereador licenciado pelo partido na capital. Cintra apoia o candidato a presidente da República José Serra (PSDB), enquando seu partido está do lado de Dilma Rousseff (PT). Esse posicionamento pode levar à expulsão de Cintra da legenda.

O presidente da Câmara Municipal paulistana, Antonio Carlos Rodrigues, que também é suplente da candidata eleita ao Senado, Marta Suplicy (PT), entrou com representação contra o secretário do governo Kassab. "A diretoria nacional do PR analisa esse fato. O secretário está nesse posto pela cota do partido, então deve seguir as decisões da executiva do partido, que apoia Dilma. Ele não pode apoiar Serra. Isso é infidelidade partidária", afirma Rodrigues. O presidente da Câmara diz que o compromisso com o PT nacional deve ser respeitado. "Esa aliança foi muito boa para o PR. Tínhamos 21 deputados federais. Nas eleições dobramos de tamanho, fomos a 42. Dobramos a bancada por causa da parceria com o PT. Hoje, o PR é maior que o DEM do prefeito Kassab", conta.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Presidente da Câmara de SP quer punir filiado do PR que apóia Serra

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Antonio Carlos Rodrigues (PR), entrou com representação contra o secretário municipal do Trabalho Marcos Cintra, também do Partido da República. Ele alega que Cintra não respeitou determinação partidária de apoiar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) e dá apoio ao tucano José Serra. Rodrigues, que é suplente da senadora eleita Marta Suplicy, que houve prática de infidelidade partidária por parte de Cintra, que teria infringindo o código de ética do PR ao participar de evento da candidatura de Serra. Cintra pode ser expulso da agremiação.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Maluf tenta novo recurso para salvar sua eleição

Paulo Maluf entrou hoje com recurso junto ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do ministro Marco Aurélio  Mello que manteve o indeferimento de seu registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. A defesa de Maluf registrou um agravo regimental. Mello impediu o registro da candidatura malufista por entender que seu recurso junto ao tribunal paulista fora feita fora do prazo regimental (veja post da última sexta-feira).

No agravo regimental, Maluf pede a reconsideração da decisão monocrática do ministro para “admitir o regular processamento  do recurso ordinário interposto”. Além disso, solicita que o recurso seja levado a julgamento e seja reconhecido o preenchimento dos requisitos de seguimento do recurso.

O ministro do TSE, Marco Aurélio, negou seguimento ao recurso apresentado por Paulo Salim Maluf contra a decisão do TRE-SP que indeferiu o pedido de registro de sua candidatura ao cargo de deputado federal com base na Lei da Ficha Limpa. Para Mello, o recurso deveria ter sido apresentado pela defesa até o dia 3 de setembro, mas foram apresentados somente nos dias 5 e 4 de setembro. Deste modo, os votos recebidos por Maluf no dia 3 de outubro foram julgados nulos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ministro nega registro da candidatura Maluf, que agora fica com votos nulos

O terceiro candidato a  deputado federal mais votado em São Paulo, Paulo Maluf (PP), teve o registro de sua candidatura negada hoje pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Maluf obteve 497.203 votos no dia 3. Como o candidato já foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo com base na Lei da Ficha Limpa, os votos em Maluf foram considerados nulos pelo ministro. Mello alegou em sua decisão que o candidato apresentou recurso fora do prazo. Mas Maluf ainda pode recorrer ao plenário do TSE.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Capital puxa votos para Tiririca; no interior votação foi menos empolgante

Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, deputado federal do PR mais votado do Brasil com mais de 1,3 milhão de votos não foi o primeiro colocado em algumas cidades emblemáticas de São Paulo, mas ganhou na capital.

Na São Bernardo do Campo, berço do PT e onde mora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato mais votado foi Vicentinho, do PT, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da CUT, com 56.732 votos, segundo o TSE. Tiririca ficou em treceiro,, com 28.987 votos.

Na capital do Estado, cidade mais importante do País, Tiririca foi ao topo, com 436.014 votos, praticamente 30% de toda sua votação. Na segunda colocação vem a ex-prefeita Luiza Erundina (PSB), com 178.003 votos.

Pindamonhangaba do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) teve Tiririca em segundo lugar, com 3.775 votos. Gabriel Chalita (PSB) vereador por São Paulo e ex-secretário estadual de Educação  foi o primeiro, com 4.395 votos.

Na Santos, terra do ex-governador Mário Covas, fundador do PSDB, o primeiro deputado federal mais votado foi Márcio França, (PSB), com 23.210 votos, seguido de Tiririca com 13.595.

São Caetano do Sul, expoente por ostentar melhor IDH do Brasil e alto nível educacional deixou Tiririca na quarta posição, com 3.829 votos. No município, o primeiro colocado para a Câmara Federal foi William Dib (PSDB), ex-prefeito da vizinha São Bernardo, com 9.614 votos.

Os eleitores da minúscula Borá, cidade com 852 habitantes no interior paulista, nem se importaram com as gracinhas de Tiririca, que ficou na sexta colocação com 33 votos. O primeiro foi o petista Vanderlei Siraque de Santo André, com 78 votos.

Analfabetismo

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, acaba de receber denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Tiririca. Conforme a sentença, a prova técnica apresentada sobre alfabetização de Tiririca justifica o recebimento da denúncia, anteriormente rejeitada, para início da ação penal.

Segundo o juiz, "a prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística aponta para uma discrepância de grafias", o que leva a uma razoável dúvida sobre uma das "condições de elegibilidade inseridas em declaração firmada pelo acusado, no momento do pedido de registro de candidatura a deputado federal para concorrer às eleições 2010, por meio da qual afirma que sabe ler e escrever". O prazo para apresentação de defesa é de 10 dias. Cabe recurso ao TRE.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Apuração do TRE possibilitará saber os candidatos mais votados dentro dos presídios de SP

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo vai ter o resultado da apuração das 31 urnas dentro de 31 presídios no Estado em separado. Vai ser possível saber quais os candidatos mais votados pelos presos. Esta é a primeira eleição onde os presos provisórios têm direito a votar. Dos 500 aptos a votar nos três CPDs na cidade de São Paulo, 200 já deixaram a cadeia.

Atualizado em 5 de outubro: Resultado da votação foi Dilma 832, Martina 274 e Serra 184 votos.

Tucano líder de Kassab declara voto a Netinho do PC do B

O líder do governo Gilberto Kassab (DEM) na Câmara Municipal de São Paulo, José Police Neto, do PSDB, um tucano roxo, declarou seu segundo voto a senador ao candidato da coligação do petista Aloizio Mercadante, Netinho de Paula, do PC do B. O primeiro é para Aloysio Nunes Ferreira (PSDB). Ontem, a família do senador Romeu Tuma (PTB), candidato à reeleição, já havia declarado apoio a Netinho como segundo voto ao Senado por São Paulo.

Atualizado às 22h55: Outro peso-pesado da aliança PSDB/DEM na Câmara de São Paulo, o vereador Gilberto Natalini (PSDB) declarou que seu segundo voto a senador é do verde Ricardo Young. Esse voto, diz, tem o objetivo de funcionar como ponte-política com o PV no apoio a José Serra para uma possível aliança num esperado segundo turno da disputa presidencial.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Liberada bebida alcoólica no dia da eleição em SP

Aqueles que gostam de um drink vão comemorar essa. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo derrubou aquela antiga proibição de bebidas alcoólicas no dia do pleito em todo Estado de São Paulo. Trata-se de uma decisão do governo estadual. Agora, nada de colocar garrafa de cerveja sem álcool em cima da mesa do bar e esconder a loirinha gelada. Liberou geral. Mas com moderação e respeitando o próximo.

Atualizado em 30/9: Governo do Rio de Janeiro também libera bebida com álcool no dia da eleição. Mas atenção, tanto em São Paulo como no Rio a fiscalizçaão da Lei Sêca para motoristas continua valendo.

Justiça Eleitoral não aceita denúncia contra Tiririca por analfabetismo

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, não recebeu a denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o candidato a deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR) por analfabetismo. Segundo o juiz, não há justa causa para a ação penal, uma vez que o TRE-SP, durante o processo de registro de candidatura, entendeu não haver qualquer causa de inelegibilidade do candidato, inclusive no que se refere à instrução mínima, ou seja, o não analfabetismo.

Silveira afirmou que "a legislação eleitoral, desde a Constituição Federal até os atos infralegais, não exige que os candidatos possuam mediano ou elevado grau de instrução, mas apenas que tenham noções rudimentares da linguagem pátria, tanto que é preceito do próprio Estado democrático de Direito a pluralidade/diversidade, buscando-se evitar, inclusive, a formação de um elitismo no corpo dos membros dos poderes legislativo e executivo."

Denúncia recebida

No último dia 22, Silveira recebeu denúncia contra o candidato Tiririca por omissão da declaração de bens no pedido de registro de sua candidatura. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público Eleitoral com base no art. 350 do Código Eleitoral.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tiririca pode ganhar, mas não levar

O candidato a deputado federal pelo PR Francisco Everaldo Oliveira Silva, o Tiririca, caso eleito, pode sofrer recurso por inelegibilidade constitucional por analfabetismo. Em outras palavras isso significa que Tiririca terá de comprovar que sabe ler e escrever e que a documentação apresentada à Justiça Eleitoral é verdadeira.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) está solicitando nesse momento toda a papelada apresentada pelo candidato durante o registro da candidatura no TRE. O objetivo é examinar se fica comprovado nível de escolaridade, ou não.

A PRE esclarece que o procedimento de registro do candidato já transitou em julgado em 19 de agosto e, por isso, não há possibilidade de impugnação ou desconstituição de sua candidatura neste momento.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Tiririca pode ter sigilos fiscal e bancário quebrados pela Justiça Eleitoral

A Justiça Eleitoral abriu ação para apurar denúncia contra Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, candidato a deputado federal pelo PR. O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aluísio Sérgio Rezende Silveira, recebeu hoje, denúncia oferecida pelo Ministério Público Eleitoral contra Tiririca. A promotoria eleitoral alega que houve omissão da declaração de bens no pedido de registro de sua candidatura.

Tiririca tem dez dias para apresentar sua defesa. Com o recebimento da denúncia, tem início processo criminal para apurar se houve ou não crime. Poderá haver quebra dos sigilos bancário e fiscal do candidato se a denúncia for cofirmada pela Justiça.

A denúncia foi oferecida com base no art. 350 do Código Eleitoral que prevê como crime eleitoral "omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, para fins eleitorais". A pena prevista é a de reclusão até cinco anos e pagamento de multa, se a omissão for em documento público.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pior que está fica, fica sim

O humorista Tiririca, candidato do PR a uma cadeira na Câmara Federal, foi um dos que mais arrecadou verba para a campanha eleitoral, segundo declaração ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Francisco Everardo Oliveira SIlva, o Tiririca, encheu o cofrinho com R$ 593,9 mil. Muitos colegas de partido ficaram com pouco dinheiro. O cantor Aguinaldo Timóteo, que também disputa uma vaga em Brasília, declarou ter recebido R$ 184 mil. Já o também humorista Juca Chaves, ou Jurandir Czaczkes Chaves, obteve apenas R$ 1,2 mil.

A verba de Tiririca foi praticamente toda bancada pelo partido, o PR. Foram R$ 516 mil, o que demonstra que a legenda aposta no humorista como puxador de votos.

Faça a comparação com outros partidos e candidatos: O tucano Walter Feldman, segundo sua declaração ao TRE, conseguiu R$ 346 mil. Ivan Valente, do Psol, R$ 89,4 mil e o petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da CUT, ficou com R$ 267,2 mil. E até o dinossauro Paulo Maluf (PP) ficou abaixo de Tiririca, com R$ 146,9 mil.

sábado, 5 de junho de 2010

Urubuzada de vice

Circula no meio político o nome da presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, como vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB) à presidência da República. As razões: por seu mulher e "estar disposta" a encarar essa batalha. A indicação de Patrícia teria sido discutida em reunião em São Paulo, formando uma chapa tucana. Casada, mãe de quatro filhos, é dona de lojas de material esportivo e vereadora pelo PSDB pelo terceiro mandato consecutivo. Mais um balão de ensaio?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Via Twitter, Serra dá parabéns a Lula

José Serra, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, elogiou em 140 caracteres a escolha do presidente Lula (PT) como um dos líderes mais influentes do planeta em 2010 pela revista "Time". "Parabéns ao presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil", escreveu Serra em seu twitter.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Voto do presidiário e do menor da Febem

Dos 50 mil presos provisórios do Estado de São Paulo, cerca de 20 mil poderão votar nas eleições de outubro, pois estão abrigados em unidades prisionais consideradas de baixo e médio risco, conforme classificação elaborada pela Secretaria da Administração Penitenciária. Os de alto risco foram excluídos. Os 5,5 mil menores infratores recolhidos na Fundação Casa, ex-Febem, também  poderão votar.

Poderá haver urnas em cerca de 130 estabelecimentos penais, sendo 36 na capital e 94 no interior, incluindo a Fundação Casa. Os juízes e chefes de cartórios eleitorais das 74 zonas eleitorais paulistas envolvidas na implantação do voto do preso provisório e do menor infrator definiram que as seções eleitorais sejam abertas com no mínimo 20 e no máximo 200 eleitores, respeitando-se as peculiaridades de cada local. As mesas receptoras deverão ter quatro mesários.