Dos 513 deputados federais eleitos em todo Brasil, apenas 35 se elegeram sozinhos. Ou seja, obtiveram votação nominal maior que o quociente eleitoral e não precisaram da mãozinha dos puxadores de votos. Se eles estivessem sozinhos no partido ou na coligação, mesmo assim seriam eleitos. Os outros 478 deputados foram eleitos somente graças aos votos da coligação.
O campeão de votos em todo o País foi o candidato Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), com 1.353.820 votos. Com um quociente eleitoral de 304.533 votos, ele ajudou a eleger mais três deputados. Em todo o País, além de Tiririca, os candidatos mais votados foram: Ana Arraes (PSB-PE), Garotinho (PR-RJ), Manuela D’Avila (PCdoB-RS).
Em São Paulo, além de Tiririca, somente Gabriel Chalita (PSB) também não precisou da ajuda dos puxadores de votos para obter uma cadeira na Câmara dos Deputados. Eles recebeu 560.022 votos.
No Rio de Janeiro, Antony Garotinho (PR), que teve 694.862 votos, garantiu outras duas cadeiras na Câmara. O quociente eleitoral no Estado foi de 173.884 votos. Ana Arraes, que obteve 387.581 votos, com um quociente eleitoral de 176.207 votos em Pernambuco, fez mais um deputado no Estado. Da mesma forma, Manuela D’Avila, com votação nominal de 482.590 votos, ajudou a eleger outro deputado no Rio Grande do Sul, que teve quociente eleitoral de 197.731 votos.
Dentre os que obtiveram votação nominal maior que o quociente eleitoral, apenas quatro conquistaram outras vagas, ou seja, obtiveram votação nominal maior ou igual ao dobro do quociente eleitoral. O quociente eleitoral determina o número mínimo de votos que um partido ou coligação precisa obter para eleger um representante para a Câmara dos Deputados.
Bahia, Minas e Pernambuco foram os estados que tiveram maior número de deputados eleitos somente com seus votos. Nos demais estados, somente um ou dois deputados se elegeram sem depender da votação total atribuída a legenda.
Os candidatos que estão com registro indeferido pela Lei Ficha Limpa não estão relacionados nesta pesquisa. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Acaba hoje prazo para candidato sugismundo limpar a cidade
Termina hoje o prazo para os candidatos, os partidos políticos e as coligações removerem todas as propagandas relativas às eleições do primeiro turno, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor pode denunciar aqueles que não respeitarem a legislação. O prazo para retirar a propaganda relativa ao segundo turno termina no dia 30 de novembro.
Além disso, termina às 17 horas o período em que nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
Além disso, termina às 17 horas o período em que nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Para José Dirceu, campanha eleitoral foi a mais suja até hoje
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu classificou a campanha eleitoral para presidência da República deste ano como a mais suja que o Brasil já viu. “Principalmente na Internet e com vídeos pelo YouTube.” Sobre as discussões de campanha, disse que “foi lamentável” e que ações da oposição dividiram o País com a “discussão equivocada” sobre aborto e religiosidade. Segundo sua análise, a utilização desses temas de modo agressivo fez com que o candidato do PSDB perdesse votos em vários segmentos da sociedade.
“Desde 1982 que eu participo como dirigente do PT, como coordenador de campanha, desde 1985 da (campanha) do Suplicy, nunca vi. Acho inclusive que uma das razões do Serra ter caído nas pesquisas foi a campanha que ele fez. Acho que ele perdeu votos da inteligência do país, da juventude, perdeu muito voto de empreendedor, de empresários por uma mistura de populismo e obscurantismo. Acho lamentável que tenha havido essa exploração religiosa no Brasil. Isso é perigoso. Nós não podemos misturar religião e Estado. A religião é da consciência de cada um e todos nós temos formação cristã ou católica ou evangélica. É um despropósito tentar dividir o país a partir da religião.”
A campanha presidecnail ter ido para o segundo turno foi um tormento para o petista. “Esse mês foi o mais longo do ano. Mesmo assim, foi bom para o eleitorado avaliar os governos, as propostas. Os candidatos são diferentes. Serra tem uma proposta para o Brasil, a Dilma tem outra.”
Ele assegurou que não participou em nenhum momento da coordenação de campanha da candidata petista. “Sei qual é o meu lugar no Brasil”, ressaltou o homem que já foi classificado como o mais forte no governo Lula, posição que o projetava para suceder o atual presidente.
Mas denúncias de corrupção e vários escândalos tiraram Dirceu do governo e fez submergir todo o projeto político. Sob a pecha de “corrupto”, o ex-ministro foi citado inúmeras vezes na campanha eleitoral do tucano José Serra, o que ele avaliou como “covardia”. Dirceu queria direito de resposta, o que foi negado pela Justiça Eleitoral. “Uma covardia, né. Porque eu não posso responder. A decisão (do TSE) foi no mínimo equivocada. Eu tenho direito de resposta.”
As acusações sobre seu suposto envolvimento em escândalos de corrupção, observou, não foram fundamentadas. “Cabe a quem acusa provar. Se nós desrespeitarmos isso, nada mais vale no País. Sou inocente, quero ser julgado no Supremo (Tribunal Federal). Em todos os processos julgados até agora fui absolvido. No caso Waldomiro Diniz, foram duas CPIs e dois inquéritos. E em nenhum fui citado”. O caso é de 2004. Diniz , ex-subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares e homem de confiança do ex-ministro, foi acusado de negociar favorecimentos em concorrências em troca de propinas.
Em 2011, Dirceu quer resolver as pendências na Justiça e defender-se das acusações no Supremo Tribunal Federal. “Sei que devo contas à Justiça. Não porque sou culpado. Mas isso é da democracia. Agora quero ser julgado. Até hoje fui pré-julgado, linchado.”
A sua volta a administrações petistas, por enquanto, está descartada. A prioridade é “zerar” as pendências jurídicas. Mas tudo pode mudar se for absolvido. “No ano que vem vou continuar como dirigente do PT.”
“Desde 1982 que eu participo como dirigente do PT, como coordenador de campanha, desde 1985 da (campanha) do Suplicy, nunca vi. Acho inclusive que uma das razões do Serra ter caído nas pesquisas foi a campanha que ele fez. Acho que ele perdeu votos da inteligência do país, da juventude, perdeu muito voto de empreendedor, de empresários por uma mistura de populismo e obscurantismo. Acho lamentável que tenha havido essa exploração religiosa no Brasil. Isso é perigoso. Nós não podemos misturar religião e Estado. A religião é da consciência de cada um e todos nós temos formação cristã ou católica ou evangélica. É um despropósito tentar dividir o país a partir da religião.”
A campanha presidecnail ter ido para o segundo turno foi um tormento para o petista. “Esse mês foi o mais longo do ano. Mesmo assim, foi bom para o eleitorado avaliar os governos, as propostas. Os candidatos são diferentes. Serra tem uma proposta para o Brasil, a Dilma tem outra.”
Ele assegurou que não participou em nenhum momento da coordenação de campanha da candidata petista. “Sei qual é o meu lugar no Brasil”, ressaltou o homem que já foi classificado como o mais forte no governo Lula, posição que o projetava para suceder o atual presidente.
Mas denúncias de corrupção e vários escândalos tiraram Dirceu do governo e fez submergir todo o projeto político. Sob a pecha de “corrupto”, o ex-ministro foi citado inúmeras vezes na campanha eleitoral do tucano José Serra, o que ele avaliou como “covardia”. Dirceu queria direito de resposta, o que foi negado pela Justiça Eleitoral. “Uma covardia, né. Porque eu não posso responder. A decisão (do TSE) foi no mínimo equivocada. Eu tenho direito de resposta.”
As acusações sobre seu suposto envolvimento em escândalos de corrupção, observou, não foram fundamentadas. “Cabe a quem acusa provar. Se nós desrespeitarmos isso, nada mais vale no País. Sou inocente, quero ser julgado no Supremo (Tribunal Federal). Em todos os processos julgados até agora fui absolvido. No caso Waldomiro Diniz, foram duas CPIs e dois inquéritos. E em nenhum fui citado”. O caso é de 2004. Diniz , ex-subchefe da Casa Civil para Assuntos Parlamentares e homem de confiança do ex-ministro, foi acusado de negociar favorecimentos em concorrências em troca de propinas.
Em 2011, Dirceu quer resolver as pendências na Justiça e defender-se das acusações no Supremo Tribunal Federal. “Sei que devo contas à Justiça. Não porque sou culpado. Mas isso é da democracia. Agora quero ser julgado. Até hoje fui pré-julgado, linchado.”
A sua volta a administrações petistas, por enquanto, está descartada. A prioridade é “zerar” as pendências jurídicas. Mas tudo pode mudar se for absolvido. “No ano que vem vou continuar como dirigente do PT.”
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Maluf tenta novo recurso para salvar sua eleição
Paulo Maluf entrou hoje com recurso junto ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a decisão do ministro Marco Aurélio Mello que manteve o indeferimento de seu registro de candidatura pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. A defesa de Maluf registrou um agravo regimental. Mello impediu o registro da candidatura malufista por entender que seu recurso junto ao tribunal paulista fora feita fora do prazo regimental (veja post da última sexta-feira).
No agravo regimental, Maluf pede a reconsideração da decisão monocrática do ministro para “admitir o regular processamento do recurso ordinário interposto”. Além disso, solicita que o recurso seja levado a julgamento e seja reconhecido o preenchimento dos requisitos de seguimento do recurso.
O ministro do TSE, Marco Aurélio, negou seguimento ao recurso apresentado por Paulo Salim Maluf contra a decisão do TRE-SP que indeferiu o pedido de registro de sua candidatura ao cargo de deputado federal com base na Lei da Ficha Limpa. Para Mello, o recurso deveria ter sido apresentado pela defesa até o dia 3 de setembro, mas foram apresentados somente nos dias 5 e 4 de setembro. Deste modo, os votos recebidos por Maluf no dia 3 de outubro foram julgados nulos.
No agravo regimental, Maluf pede a reconsideração da decisão monocrática do ministro para “admitir o regular processamento do recurso ordinário interposto”. Além disso, solicita que o recurso seja levado a julgamento e seja reconhecido o preenchimento dos requisitos de seguimento do recurso.
O ministro do TSE, Marco Aurélio, negou seguimento ao recurso apresentado por Paulo Salim Maluf contra a decisão do TRE-SP que indeferiu o pedido de registro de sua candidatura ao cargo de deputado federal com base na Lei da Ficha Limpa. Para Mello, o recurso deveria ter sido apresentado pela defesa até o dia 3 de setembro, mas foram apresentados somente nos dias 5 e 4 de setembro. Deste modo, os votos recebidos por Maluf no dia 3 de outubro foram julgados nulos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Ministro nega registro da candidatura Maluf, que agora fica com votos nulos
O terceiro candidato a deputado federal mais votado em São Paulo, Paulo Maluf (PP), teve o registro de sua candidatura negada hoje pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Maluf obteve 497.203 votos no dia 3. Como o candidato já foi barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo com base na Lei da Ficha Limpa, os votos em Maluf foram considerados nulos pelo ministro. Mello alegou em sua decisão que o candidato apresentou recurso fora do prazo. Mas Maluf ainda pode recorrer ao plenário do TSE.
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