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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Projeto de metrô-leve no ABC terá R$ 230 milhões para desapropriações

Parte das verbas para construção do monotrilho - metrô-leve - que ligará a Estação Tamaduateí do Metrô, em São Paulo, até São Bernardo do Campo, passando por Santo André e São Caetano, já estão praticamente definidas. Haverá financiamento de R$ 1,2 bilhão do governo de São Paulo junto ao BNDES, outro R$ 1,1 milhão de investimentos da administração estadual, R$ 400 milhões do governo federal, além de R$ 230 milhões para desapropriações ao longo do percurso. Já o investimento total é estimado em aproximadamente R$ 4 bilhões.
Boa parte do percurso do monotrilho será ao longo do Córrego dos Meninos. Ao todo serão cerca de 20 quilômetros entre as duas pontas, numa viagem com duração estimada em 35 minutos. Partirá da Estação Tamanduateí do Metrô, Linha Verde, entrará na Avenida Guido Aliberti, em São Caetano, paralelo ao córrego, passando pelos bairros Jardim São Caetano e Mauá. Entrará em São Bernardo, passando por Rudge Ramos. Depois cruzará Santo André, pelos bairros Sacadura Cabral, Vila Palmares, Jardim Bom Pastor. Na sequência percorrerá terreno de São Bernardo novamente, por Baeta Neves, Centro, Ferrazópolis e chegará no bairro Alvarenga.
O projeto, agora, de acordo com a Secretaria Estadual de Transportes Metropolitanos, será discutido pelo Programa Estadual de Desestatização do governo estadual. Reunião está marcada para o dia 9. O objetivo é conceder a operação do novo ramal à iniciativa privada.
A cosntrução do metrô-leve no ABC terá duas fases. A primeira, com custo de R$ 2,8 bilhões, e uma segunda com a conclusão até o bairro Alvarenga, de valor estimado de R$ 1,2 bilhão. Os estudos de impacto ambientais devem ter início em breve.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

BNDES vai financiar R$ 20 bilhões para construção do trem-bala

O governo federal publicou hoje decreto no Diário Oficial da União que autoriza o financiamento de até R$ 20 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a empresa ou consórcio que vai construir e explorar o trem de alta velocidade (TAV) entre São Paulo-Campinas e Rio de Janeiro. O trem-bala está orçado em R$ 34,6 bilhões. O leilão que definirá o futuro concessionário está agendado para o dia 16 de dezembro em São Paulo.

Atualização em 9/11: O mesmo decreto que divulga o financiamento para a construção da linha garante também R$ 5 bilhões para a futura concessionária reequilibrar suas contas caso a demanda de passageiros não atinja o volume esperado.

Nesta manhã, em São Paulo, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos,  garantiu que não haverá mais alteração no calendário do TAV. Sendo assim, as propostas serão entregues no dia 29 de novembro. O vencedor será conhecido no dia 16 de dezembro. A previsão, segundo Passos, é iniciar as obras depois que a empresa que levar a licitação apresentar seu projeto.  "Precisa de algum tempo para detalhar o projeto. A partir daí será marcado o início da obra. Temos razões para acreditar que até 2016 esteja concluída", prevê o ministro.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Leilão do Rodoanel terá financiamento do BNDES

O governo de São Paulo faz amanhã o leilão de concessão dos Trechos Sul e Leste do Rodoanel. O critério para a seleção da empresa ou consórcio que administrará os trechos rodoviários é o de menor tarifa de pedágio oferecida, tendo como base os tetos estipulados no edital: R$ 6 para o Trecho Sul e R$ 4,50 para o Trecho Leste. O BNDES vai financiar 70% da concessão. O banco ligado ao governo federal enviou carta à administraçãoo estadual no dia 25 de outubro informando o interesse em financiar a concessão da exploração do Trecho Sul - já em funcionamento - e da construção do Trecho Leste.

A entrega dos envelopes e a seleção serão realizados no Instituto de Engenharia, em São Paulo. Após a abertura dos envelopes com as propostas tarifárias, a fase seguinte é a de qualificação, quando serão analisados os documentos de execução do projeto, plano de negócios, aspectos jurídicos, técnicos, fiscais e econômico-financeiros. O vencedor será declarado somente após a aprovação nessa segunda etapa. A execução do processo de licitação, coordenação do julgamento das propostas e fiscalização do cumprimento do contrato de concessão são realizadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O investimento previsto em ambos os trechos chega a R$ 5 bilhões e o prazo do contrato de concessão é de 35 anos. O vencedor deverá construir o Trecho Leste em até 36 meses e ampliar os serviços prestados aos usuários no Trecho Sul. A concessão também prevê o pagamento de outorga para o Estado no valor de R$ 370 milhões.

As praças de pedágio serão posicionadas nas saídas de cada trecho, porém o usuário pagará uma única vez em cada trecho, seguindo o mesmo modelo de cobrança que é adotado no Trecho Oeste. O Trecho Sul tem 61,4 quilômetros de extensão e o Trecho Leste terá 42,3 quilômetros.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

BNDES vai financiar construção do estádio do Corinthians

A Odebrecht não vai colocar dinheiro do próprio bolso para fazer o estádio do Corinthians em Itaquera. O BNDES vai financiar a construção. Esse financiamento será pedido por uma sociedade de propósito específico (SPE) a ser criada entre o clube de futebol e a construtora, responsável pela obra. SPE é uma sociedade empresarial com atividade restrita, com prazo de existência determinado e muito utilizada para se evitar o risco financeiro da atividade desenvolvida. Para obter a verba do BNDES, a construtora terá de dar como garantia seu patrimônio.

As obras devem começar ainda esse ano e vão custar R$ 355 milhões. O clube informa que a obra será paga com a cessão dos direitos sobre a propriedade do nome do estádio à Odebrecht. O BNDES é um órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do governo federal.