O governo de São Paulo faz amanhã o leilão de concessão dos Trechos Sul e Leste do Rodoanel. O critério para a seleção da empresa ou consórcio que administrará os trechos rodoviários é o de menor tarifa de pedágio oferecida, tendo como base os tetos estipulados no edital: R$ 6 para o Trecho Sul e R$ 4,50 para o Trecho Leste. O BNDES vai financiar 70% da concessão. O banco ligado ao governo federal enviou carta à administraçãoo estadual no dia 25 de outubro informando o interesse em financiar a concessão da exploração do Trecho Sul - já em funcionamento - e da construção do Trecho Leste.
A entrega dos envelopes e a seleção serão realizados no Instituto de Engenharia, em São Paulo. Após a abertura dos envelopes com as propostas tarifárias, a fase seguinte é a de qualificação, quando serão analisados os documentos de execução do projeto, plano de negócios, aspectos jurídicos, técnicos, fiscais e econômico-financeiros. O vencedor será declarado somente após a aprovação nessa segunda etapa. A execução do processo de licitação, coordenação do julgamento das propostas e fiscalização do cumprimento do contrato de concessão são realizadas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
O investimento previsto em ambos os trechos chega a R$ 5 bilhões e o prazo do contrato de concessão é de 35 anos. O vencedor deverá construir o Trecho Leste em até 36 meses e ampliar os serviços prestados aos usuários no Trecho Sul. A concessão também prevê o pagamento de outorga para o Estado no valor de R$ 370 milhões.
As praças de pedágio serão posicionadas nas saídas de cada trecho, porém o usuário pagará uma única vez em cada trecho, seguindo o mesmo modelo de cobrança que é adotado no Trecho Oeste. O Trecho Sul tem 61,4 quilômetros de extensão e o Trecho Leste terá 42,3 quilômetros.
Mostrando postagens com marcador Trecho Leste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Trecho Leste. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
Trecho Leste do Rodoanel
Segue abaixo material completo sobre a aprovação dos estudos ambientais do Trecho Leste do Rodoanel feito por mim e pelo Renato Machado:
O estudo de impacto ambiental e o relatório de impacto no meio ambiente (Eia-Rima) do Trecho Leste do Rodoanel foram aprovados ontem pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Dos 20 integrantes, três se abstiveram – dois ambientalistas e o representante do Ministério Público Estadual. Agora, o governo estadual deverá lançar o edital que escolherá a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo da obra, prevista para iniciar ainda este ano.
Em relação ao texto original, a ala ambientalista conseguiu dobrar o tamanho da área de compensação ambiental. A proposta inicial previa compensação de 540 hectares. A alteração elevou esse índice para 1080 hectares. Há previsão de suprimir 275 hectares de vegetação ao longo do traçado. Os ambientalistas também conseguiram garantir a presença de um integrante do Consema durante a fiscalização da obra e o aviso prévio de qualquer mudança no projeto.
Outras duas mudanças importantes dizem respeito ao traçado do futuro Trecho Leste e a forma que a via vai atravessar algumas regiões. A região da Gruta de Santa Luzia, local da nascente do Rio Tamanduateí, em Mauá, anteriormente seria atravessada por um túnel que passaria por baixo da gruta. Por pressão dos ambientalistas, o Eia-Rima agora prevê um contorno do traçado para não atingir a área. A outra alteração foi instituir um túnel na região de Mauá, para que o Rodoanel não passe perto da área de manipulação de pólvora de uma fabricante de munições.
“O impacto ao meio ambiente é sempre maior do que está previsto no papel”, diz o ambientalista e membro do Consema Carlos Bocuhy. Ele cita que há na região da futura pista 280 espécies de fauna, sendo 31 delas em extinção. “Nós entendemos que é possível melhorar esse projeto, até porque vai haver uma intervenção muito dura em uma área frágil. Além do mais, nós gostaríamos de discutir em cima do traçado real do projeto, que ainda via ser feito”, completa.
O Trecho Leste possui 43,5 quilômetros de extensão e começa na interligação com o Trecho Sul, em Mauá, cruzando com a Rodovia Presidente Dutra e a Ayrton Senna. O traçado percorre o território de sete municípios: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá.
Serão atravessados importantes corpos de água como o braço Rio Grande da Billings, de onde é captada água para abastecimento de várias cidades da Região Metropolitana, o Rio Guaió, o Rio Tietê e mais 14 outros corpos d’água.
Os canteiros de obras vão obrigar a alteração de rotas de ônibus em 24 vias nas cidades de Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Está prevista a construção de 112 obras de arte especiais – pontes, viadutos, túneis, etc.
Com a entrada em operação dos 43,5 quilômetros do tramo leste, é prevista uma piora no trânsito na SP-66, a Rodovia Henrique Eroles, que liga Itaquaquecetuba a São José dos Campos, no trecho urbano de Suzano, além de problemas no trecho externo da Ayrton Senna e na Estrada de Santa Isabel e Mandi.
Desapropriações. A faixa de domínio demandará a desapropriação de cerca de 740 hectares. Destes, 537 hectares correspondem à implantação do viário onde se localizam 1.071 edificações. São 774 edificações urbanas – predominantemente residências –, 229 edificações isoladas (chácaras e sítios), 48 edificações em atividades econômicas de maior porte e cerca de 20 edifícios que abrigam usos institucionais. Serão afetadas ainda 91 hectares de áreas agrícolas.
O Eia-Rima propõe 26 programas ambientais. São cinco programas na fase pré-construtiva, 14 na fase construtiva e outros sete na fase de operação. A implementação dos programas ambientais é estimada em R$ 417,6 milhões. O custo total das obras é estimado em cerca de R$ 5 bilhões. O Trecho Leste será construído pelo vencedor da licitação de exploração do pedágio do Trecho Sul. O prazo de construção é de 36 meses.
O que diz a Secretaria Estadual dos Transportes:
A Secretaria Estadual dos Transportes informou através de sua assessoria de imprensa que a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto no Meio Ambiente (Eia-Rima) do Trecho Leste do Rodoanel dá a licença prévia para o empreendimento.
“Na prática, a licença autoriza a abertura da licitação no que tange às questões ambientais. Além das condicionantes que os técnicos da Secretaria do Meio Ambiente haviam destacado, outras foram incluídas durante as discussões do Consema”, diz nota do governo estadual.
Com a construção desse trecho, o Rodoanel chegará a 143 quilômetros dos cerca de 170 quilômetros do projeto completo. A diferença é referente ao tramo norte, sem data para ser iniciado.
O estudo de impacto ambiental e o relatório de impacto no meio ambiente (Eia-Rima) do Trecho Leste do Rodoanel foram aprovados ontem pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Dos 20 integrantes, três se abstiveram – dois ambientalistas e o representante do Ministério Público Estadual. Agora, o governo estadual deverá lançar o edital que escolherá a empresa responsável pela elaboração do projeto executivo da obra, prevista para iniciar ainda este ano.
Em relação ao texto original, a ala ambientalista conseguiu dobrar o tamanho da área de compensação ambiental. A proposta inicial previa compensação de 540 hectares. A alteração elevou esse índice para 1080 hectares. Há previsão de suprimir 275 hectares de vegetação ao longo do traçado. Os ambientalistas também conseguiram garantir a presença de um integrante do Consema durante a fiscalização da obra e o aviso prévio de qualquer mudança no projeto.
Outras duas mudanças importantes dizem respeito ao traçado do futuro Trecho Leste e a forma que a via vai atravessar algumas regiões. A região da Gruta de Santa Luzia, local da nascente do Rio Tamanduateí, em Mauá, anteriormente seria atravessada por um túnel que passaria por baixo da gruta. Por pressão dos ambientalistas, o Eia-Rima agora prevê um contorno do traçado para não atingir a área. A outra alteração foi instituir um túnel na região de Mauá, para que o Rodoanel não passe perto da área de manipulação de pólvora de uma fabricante de munições.
“O impacto ao meio ambiente é sempre maior do que está previsto no papel”, diz o ambientalista e membro do Consema Carlos Bocuhy. Ele cita que há na região da futura pista 280 espécies de fauna, sendo 31 delas em extinção. “Nós entendemos que é possível melhorar esse projeto, até porque vai haver uma intervenção muito dura em uma área frágil. Além do mais, nós gostaríamos de discutir em cima do traçado real do projeto, que ainda via ser feito”, completa.
O Trecho Leste possui 43,5 quilômetros de extensão e começa na interligação com o Trecho Sul, em Mauá, cruzando com a Rodovia Presidente Dutra e a Ayrton Senna. O traçado percorre o território de sete municípios: Ribeirão Pires, Mauá, Suzano, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá.
Serão atravessados importantes corpos de água como o braço Rio Grande da Billings, de onde é captada água para abastecimento de várias cidades da Região Metropolitana, o Rio Guaió, o Rio Tietê e mais 14 outros corpos d’água.
Os canteiros de obras vão obrigar a alteração de rotas de ônibus em 24 vias nas cidades de Ribeirão Pires, Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Arujá. Está prevista a construção de 112 obras de arte especiais – pontes, viadutos, túneis, etc.
Com a entrada em operação dos 43,5 quilômetros do tramo leste, é prevista uma piora no trânsito na SP-66, a Rodovia Henrique Eroles, que liga Itaquaquecetuba a São José dos Campos, no trecho urbano de Suzano, além de problemas no trecho externo da Ayrton Senna e na Estrada de Santa Isabel e Mandi.
Desapropriações. A faixa de domínio demandará a desapropriação de cerca de 740 hectares. Destes, 537 hectares correspondem à implantação do viário onde se localizam 1.071 edificações. São 774 edificações urbanas – predominantemente residências –, 229 edificações isoladas (chácaras e sítios), 48 edificações em atividades econômicas de maior porte e cerca de 20 edifícios que abrigam usos institucionais. Serão afetadas ainda 91 hectares de áreas agrícolas.
O Eia-Rima propõe 26 programas ambientais. São cinco programas na fase pré-construtiva, 14 na fase construtiva e outros sete na fase de operação. A implementação dos programas ambientais é estimada em R$ 417,6 milhões. O custo total das obras é estimado em cerca de R$ 5 bilhões. O Trecho Leste será construído pelo vencedor da licitação de exploração do pedágio do Trecho Sul. O prazo de construção é de 36 meses.
O que diz a Secretaria Estadual dos Transportes:
A Secretaria Estadual dos Transportes informou através de sua assessoria de imprensa que a aprovação do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto no Meio Ambiente (Eia-Rima) do Trecho Leste do Rodoanel dá a licença prévia para o empreendimento.
“Na prática, a licença autoriza a abertura da licitação no que tange às questões ambientais. Além das condicionantes que os técnicos da Secretaria do Meio Ambiente haviam destacado, outras foram incluídas durante as discussões do Consema”, diz nota do governo estadual.
Com a construção desse trecho, o Rodoanel chegará a 143 quilômetros dos cerca de 170 quilômetros do projeto completo. A diferença é referente ao tramo norte, sem data para ser iniciado.
Assinar:
Postagens (Atom)