O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo determinou que a Sabesp regulariza o fornecimento de água aos moradores dos Jardins Jacira e Pelúcio, Chácara Balbina, Santa Julia entre outros, num prazo de seis meses. O descumprimento acarretará multa diária de R$ 25 mil. A decisão da 1ª Vara de Itapecerica da Serra tem caráter liminar. Foi dada sobre ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado, que acusa a Sabesp de não cumprir o serviço de abastecimento adequadamente. Os bairros enfrentam problemas de falta de água constante nos últimos 15 anos. Sentença do juiz Antonio França Hristov afirma que "a Sabesp, ao proceder à ligação de água nos domicílios em questão, sinalizou que se encontrava em condições de prestar o serviço de forma continua e adequada. Entretanto não é isso que ocorre".
A companhia se defendue no processo alegando que há dificuldades crônicas na região e a conclusão das obras para solução definitiva do problema estaria prevista apenas para 2018.
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quarta-feira, 2 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Suplentes tucanos brigam no STF por vaga na Câmara dos Deputados
Suplentes de deputado federal do PSDB brigam na Justiça por uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. Dois suplentes paulistas - Antonio Carlos Pannunzio e Carlos Roberto de Campos - e Gervásio José da Silva, de Santa Catarina, ingressaram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a forma como o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT/RS), tem decidido convocar os suplentes para as vagas abertas após licença dos titulares. Uma das alegações dos tucanos é que Maia está chamando políticos do Democratas, partido integrante da coligação com o PSDB em 2010, e não tucanos, segundo informação do STF.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Prefeitura de São Caetano volta atrás e vai recontratar atletas dispensados em janeiro
A Prefeitura de São Caetano do Sul, na região do ABC, promete anunciar amanhã, dia 24, a recontratação de atletas de esportes de alto rendimento que foram demitidos em janeiro. Inúmeros medalhistas olímpicos e grandes destaques do esporte brasileiro perderam o contrato.
A Secretaria de Esportes não quer falar quais esportistas e as modalidades que voltarão a receber verba municipal. Mas a recontratação deve atingir mais de 300 atletas. Entre eles, segundo apurou o blog, devem estar o lutador de taekwondo Diogo Silva, campeão panamericano de 2007, e os judocas Carlos Honorato e Edinanci Silva.
Em janeiro, o secretário de Esportes Mauro Chekin alegou que o corte de 720 atletas contratados pela prefeitura era temporário. O motivo foi a diminuição de R$ 1,5 milhão no orçamento. Agora, uma reengenharia financeira proporcionou a volta dos atletas.
A Secretaria de Esportes não quer falar quais esportistas e as modalidades que voltarão a receber verba municipal. Mas a recontratação deve atingir mais de 300 atletas. Entre eles, segundo apurou o blog, devem estar o lutador de taekwondo Diogo Silva, campeão panamericano de 2007, e os judocas Carlos Honorato e Edinanci Silva.
Em janeiro, o secretário de Esportes Mauro Chekin alegou que o corte de 720 atletas contratados pela prefeitura era temporário. O motivo foi a diminuição de R$ 1,5 milhão no orçamento. Agora, uma reengenharia financeira proporcionou a volta dos atletas.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
TJ suspende reajuste da taxa de inspeção veicular em SP
Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu liminar pedida pela bancada de vereadores do PT e suspendeu o reajuste do valor da taxa de inspeção veicular. Em seu despacho, o desembargador Arthur Marques escreve que o reajuste dado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) no final do ano passado "aparenta violação ao princípio da legalidade", e que a liminar não provoca prejuízos aos cofres municipais, porque uma eventual diferença nos valores "poderá ser incluída no preço público do exercício seguinte".
No início de janeiro, a taxa foi reajustada de R$ 56,44 para R$ 61,98, um aumento de 9,81%. A autorização para a elevação foi concedida pelo prefeito antes da conclusão de estudo econômico-financeiro do contrato da Prefeitura coma Controlar, empresa que realiza as inspeções.
No início de janeiro, a taxa foi reajustada de R$ 56,44 para R$ 61,98, um aumento de 9,81%. A autorização para a elevação foi concedida pelo prefeito antes da conclusão de estudo econômico-financeiro do contrato da Prefeitura coma Controlar, empresa que realiza as inspeções.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Deputada federal do PP/SP é ré no STF por uso de selo falso de IPI
A deputada federal Aline Correa (PP/SP) é ré em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF). Ela responde pelo crime de uso de papéis públicos falsificados. Foram utilizados selos falsos de IPI para venda de cigarros. Aline é sócia em empresa envolvida em fabricação, distribuição e venda de cigarros.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal. A parlamentar é acusada de formação de quadrilha, utilização de papéis públicos falsos e sonegação fiscal. O ministro Ricardo Lewandowski votou pelo recebimento da denúncia na sessão de quinta-feira.
De acordo com o relatório de Lewandowski, o contrato de composição societária da empresa mostra que Aline tinha poderes de gerenciamento dos negócios na época em que caminhões com a carga irregular foram apreendidos. Foram realizadas inúmeras apreenssões.
A denúncia do MPF mostra que vários caminhões da empresa que tinha a deputada federal como sócia foram apreendidos entre 1999 e 2002, em vários Estados, com centenas de caixas de cigarros com selos de IPI falsos.
A defesa de Aline Correa alega que a parlamentar não tinha participação gerencial nos negócios da empresa, administrada por seu ex-marido.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal. A parlamentar é acusada de formação de quadrilha, utilização de papéis públicos falsos e sonegação fiscal. O ministro Ricardo Lewandowski votou pelo recebimento da denúncia na sessão de quinta-feira.
De acordo com o relatório de Lewandowski, o contrato de composição societária da empresa mostra que Aline tinha poderes de gerenciamento dos negócios na época em que caminhões com a carga irregular foram apreendidos. Foram realizadas inúmeras apreenssões.
A denúncia do MPF mostra que vários caminhões da empresa que tinha a deputada federal como sócia foram apreendidos entre 1999 e 2002, em vários Estados, com centenas de caixas de cigarros com selos de IPI falsos.
A defesa de Aline Correa alega que a parlamentar não tinha participação gerencial nos negócios da empresa, administrada por seu ex-marido.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Férias
O autor do blog entra em férias. Mas pode voltar a qualquer momento, em edição extra. Até fevereiro.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Feliz 2011!
[kml_flashembed movie="http://www.youtube.com/v/-V2yTD1FV4Y" width="425" height="350" wmode="transparent" /]Um feliz 2011, com muita saúde a todos os amigos leitores do blog. Uma bela versão de um clássico da música mundial.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Acidente da Gol: jornalista dos EUA se livra de indenização contra brasileira
O jornalista dos Estados Unidos Joe Sharkey, que estava a bordo do avião Legacy que bateu contra um Boeing da Gol em 2006 matando 154 pessoas, conseguiu se livrar de ação por danos morais movida pela viúva de um dos passageiros da Gol morto no acidente, Rosane Gutjhar. Ela alegou que Sharkey teria ofendido a nação brasileira quando escreveu artigo em seu blog chamando o País de arcaico e terra tupiniquim, além de criticar o sistema de segurança de vôo nacional. Rosane acusou Sharkey de ter promovido uma campanha em favor dos dois pilotos norte-americanos que conduziam o Legacy e que se sentiu pessoalmente ofendida com as críticas às autoridades brasileiras. O jornalista e mais sete ocupantes do Legacy se salvaram.
Rosane pleiteava uma indenização de R$ 500 mil. Mas o juiz Carlos Espínola, da 18ª Vara Cível de Curitiba, decidiu pela extinção da ação indenizatória aberta em outubro de 2009. Para Espínola, os argumentos da viúva não estavam amparados de pressupostos necessários para o desenvolvimento do processo.
Em seu blog, Sharkey escreveu que está aliviado e que a liberdade de expressão triunfou. "Skarkey vence ação no Brasil" é o título de post sobre o caso no blog do norte-americano. Ele tece críticas e justificativas ao desenrolar do processo. Entretanto, pode haver recurso da brasileira.
Rosane pleiteava uma indenização de R$ 500 mil. Mas o juiz Carlos Espínola, da 18ª Vara Cível de Curitiba, decidiu pela extinção da ação indenizatória aberta em outubro de 2009. Para Espínola, os argumentos da viúva não estavam amparados de pressupostos necessários para o desenvolvimento do processo.
Em seu blog, Sharkey escreveu que está aliviado e que a liberdade de expressão triunfou. "Skarkey vence ação no Brasil" é o título de post sobre o caso no blog do norte-americano. Ele tece críticas e justificativas ao desenrolar do processo. Entretanto, pode haver recurso da brasileira.
terça-feira, 6 de julho de 2010
SP adota cartão de crédito para pagar enterros só agora
Em plena era da informatização, com muitos serviços online, o Serviço Funerário da maior capital do País passou a aceitar cartões de crédito e débito para a contratação de funeral, vendas de coroas de flores e outros serviços como exumação, sepultamento e cremação somente ontem, dia 5 de julho. Mas ainda é parcial.
Os serviços poderão ser contratados, a princípio, nas 13 agências credenciadas pelo SFMSP onde foram instaladas máquinas das principais operadoras de cartões de crédito. A contratação poderá ser parcelada em até três vezes. Nos próximos 30 dias, a Prefeitura promete que o serviço também estará disponível em todos os 22 cemitérios municipais e no Crematório de Vila Alpina.
Os valores dos serviços funerais variam de R$ 200 a R$ 12 mil e também podem ser realizados gratuitamente, dependendo das condições financeiras da família. Diariamente morrem cerca de 200 pessoas em São Paulo e aproximadamente 150 são sepultadas nos 22 cemitérios municipais, enquanto cerca de 15 são cremadas por dia.
Os serviços poderão ser contratados, a princípio, nas 13 agências credenciadas pelo SFMSP onde foram instaladas máquinas das principais operadoras de cartões de crédito. A contratação poderá ser parcelada em até três vezes. Nos próximos 30 dias, a Prefeitura promete que o serviço também estará disponível em todos os 22 cemitérios municipais e no Crematório de Vila Alpina.
Os valores dos serviços funerais variam de R$ 200 a R$ 12 mil e também podem ser realizados gratuitamente, dependendo das condições financeiras da família. Diariamente morrem cerca de 200 pessoas em São Paulo e aproximadamente 150 são sepultadas nos 22 cemitérios municipais, enquanto cerca de 15 são cremadas por dia.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Encontrado corpo do filho do deputado Paulo Teixeira
O corpo de Pedro Yamaguchi Ferreira, de 27 anos, filho do deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), foi encontrado na tarde de hoje no Rio Negro, a 40 quilômetros do município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. Pedro trabalhava na Pastoral Indígena e estava desaparecido desde terça-feira (veja posta mais abaixo). Ele morreu afogado. A família rezará uma missa neste final de tarde no local. O traslado do corpo deve ser feito amanhã.
Abaixo reproduzo discurso feito por Pedro durante missa antes de sua despedida de São Paulo antes de embarcar para o Amazonas. O texto está publicado no blog de seu pai.
Queridos familiares. amigos e amigas. Em primeiro lugar, quero dedicar essa missa a minha madrinha Glaucia, que nos deixou há uma semana. Tenho um sentimento de que ela vai olhar por nós e alegrar um pouco mais o céu. As maiores lembranças que tenho dela são o seu sorriso e sua luta pela causa ambiental. De alguma forma, sinto que posso dar seguimento ao que ela tanto ensinava como geografa e professora. Essa missa é em memoria dela.
Quero agradecer a cada um de vocês pela presença nesta noite, isso representa muito pra mim e me dá muita força para seguir a caminhada. Celebramos hoje, na Igreja da Boa Morte, a vida, a esperança de dias melhores.
Sei que não estamos reunidos esta noite por mim apenas: todos os que estão aqui querem um mundo melhor para si; para seus filhos. Todos queremos paz, alegrias, amizade, justiça. Este encontro serve para renovarmos nossos sonhos.
Agradeço de forma especial as pessoas que prepararam com tanto carinho essa missa: a Marcelo da Pastoral da Juventude, a Pe Valdir e dona Vera, a toda a comunidade alianca da Misericordia, nas pessoas de Pe Enrico e Antonelo, ao pessoal da banda e a todos e todas que permitiram que esta noite acontecesse. Pe Valdir, aliás, que foi o pai desta minha ideia de ir pra Amazânia. Desde fazer contato com o bispo de São Gabriel da Cachoeira, até falar com todos os padres e irmãs para que autorizassem meu envio. Muito obrigado por toda a ajuda, Pe Valdir.
Quero saudar meus amigos da alianca da misericórdia. Por ceder essa igreja, que é vossa casa.
Saibam que vocês têm enorme influência na minha vida e nessa minha decisão: desde o primeiro momento, quando conheci um montão de jovens que moravam na favela do moinho e faziam pastoral carcerária, logo fiquei encantado com o que vi.
Eram jovens dedicando suas vidas a melhorar a realidade dos mais marginalizados: os moradores de favelas e os encarcerados.
Nas muitas vezes que estive com eles, sempre me identifiquei com aquela vocação e sentia alguma coisa arder mais forte no meu peito. Sabia que faria algo parecido.
Vocês vivem a solidariedade na essência na palavra, vivem pela causa social com compromisso e verdade.
Parabéns e muito obrigado pelo exemplo.
Quero abraçar todos meus familiares. Meus tios e tias, pais e mães pra mim, e meus irmãos. Meus primos e primas, que são meus outros irmãos e irmãs. Carrego voces no coração, assim como carrego a lembrança de meus quatro avós, os quais tive a enorme felicidade de conhecer e conviver. Sinto que eles estão comigo. Sempre os senti por perto e sei que eles nos protegem. Dedico também a eles minhas alegrias.
Brindo com todos meus amigos e amigas, da rua, de colégio, de faculdade, das lutas, da vida. Pela amizade e companheirismo. Obrigado por me ensinar. Espero que nossa amizade possa ser preservada e se fortalecer ainda mais, nos sentimentos de solidariedade com os outros, no amor pelo país, na luta por mais igualdade social, autonomia e liberdade das pessoas e tolerência com as diferenças. Tamo junto!
Aos amigos dos meus pais, que se tornaram meus amigos. Obrigado por todo exemplo de luta e dedicação a uma militância que exigiu muito tempo do lazer e conforto de vocês e de suas famílias. Carrego vocês comigo também! Muito obrigado pela presença.
Agradeço o carinho dos amigos de Carlos de Foucalt. Obrigado pela amizade e acolhida. Terei mais oportunidade de conhecer os ensinamentos de Foucalt. De alguma forma, já me sinto muito influenciado por essa espiritualidade, desde minha infância, através de meus pais, e agora, por todo esse processo da minha decisão, quando estive rodeado por vocês. Muito obrigado.
Quero agradecer, de forma muito especial aos meus queridos amigos e amigas companheiros de Pastoral Carcerária. Obrigado pela oportunidade que me deram, por confiarem e apostarem em mim. Pela amizade e paciência que tiveram comigo. E, sobretudo, pelo exemplo de fé e compromisso com a causa carcerária e humana. Vocês são verdadeiros guerreiros, pessoas iluminadas. Faltam palavras pra descrever tudo o que vivi nestes 3 anos de Pastoral. Quero, do fundo do coração, agradecer a oportunidade de ter compartilhado com vocês momentos dos quais nunca esquecerei. A presença missionária dentro da Pastoral influenciou a minha escolha. Carrego vocês, os presos e as presas, comigo. Que tenhamos dias melhores, em que nossa sociedade respeite os direitos dos cidadãos presos. Muito obrigado!
Aos meus queridos pais, também faltam palavras. Obrigado pelo exemplo, por nos ensinar a olhar pelo outro, a ter consciência do mundo em que vivemos, a lutar por nossos sonhos. Muito obrigado por serem parceiros comigo e com meus irmãos em nossas investidas, em nossos projetos.
Amo muito você, pai e você, mãe.
Aos meus queridos irmãos, todo meu amor e amizade. Vocês são pessoas especiais pra mim, trazem mais energia pra minha vida, são minha sustentação.
Espero estar tão perto de todos vocês mesmo estando longe. Carrego vocês nesta luta. Desde já peço perdão pelas vezes que precisarem de mim e que estarei ausente. Obrigado pelo apoio.
Essa minha decisão de viver essa experiência na Amazônia é fruto do convívio com a realidade dos cárceres e a realidade social em sua forma mais cruel, o lado B de nosso País: o País dos esquecidos, dos humilhados. Pude estar em contato com a miséria da miséria, a injustiça, a segregação social e racial, a dor, o esquecimento. Ter visto de perto situações desconhecidas pela maioria das pessoas, ter conhecido um País que ainda maltrata seus cidadãos, tudo isso me despertou pra necessidade de luta, de trabalho para a profunda transformação dessa realidade.
De forma geral, vejo os poderes de Estado ainda muito elististas. Não conhecem de verdade a realidade de seu povo, a pobreza, a falta de dignidade e cidadania que sofrem milhões de cidadãos, não conhecem os cárceres. Mantêm-se distantes daquilo que deveria ser a essência de seu trabalho: o bem comum do povo, sobretudo daquele que mais necessita das instituições para a garantia de seus direitos. Privilegiam o status, o poder, as facilidades materiais em detrimento dos direitos fundamentais das pessoas.
As leis, a Constituição Federal infelizmente não são as mesmas para todos. A justiça é justa para poucos. Os direitos de alguns são mais importantes que de outros. Lutar pela terra é crime. Mas não é crime a situação daquela pessoa que vive em condicoes sub-humanas nas favelas, sem dignidade nenhuma, sem comida. Furtar é crime. Mas não é crime quando o Estado amontoa milhares de presos e presas numa lata, os tortura impunemente, e viola todos seus direitos previstos nas leis. Temos dois Países: o País dos privilegiados, dos que têm acesso à riqueza, à cultura, ao lazer, aos bens materiais, às melhores oportunidades e o País dos esquecidos, que não têm direitos, não têm oportunidades, e ainda são criminalizados.
Devemos mudar, acredito que estamos avançando, mas é preciso muito mais, não podemos permitir retrocessos nas conquistas dos direitos.
Precisamos acabar com a segregação racial. Vejamos os direitos dos índios, como têm dificuldade para ser implementados. Vejamos a diferença entre os salários de negros e brancos. Vejamos os preconceitos que os nordestinos ainda sofrem no sul. A discriminação que sofrem as mulheres. Isso tudo ainda existe, é verdade, tristemente sentido no cotidiano.
Somos um País extremamente desigual na distribuição de renda. Somos top 10 no ranking de desigualdade. Num país com 200 milhões de habitantes, os 10% mais ricos detêm 50% da riqueza. Os 10% mais pobres, apenas 1% dessa riqueza. Os moradores de favelas pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos.
4 milhões de famílias no Brasil precisam bos benefícios de uma reforma agrária. Sem contar outros milhões que vivem em condicoes sub-humanas e que precisam de mudanças.
Nosso mundo tem 1 bilhão de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares por dia. No Brasil, são 7,5 milhões de pessoas que vivem na linha da pobreza.
Para mudar essa realidade, precisamos democratizar cada dia mais o poder econômico e o poder político. Não permitir que o capital econômico mande nas políticas dos países, em detrimento das conquistas e avanços sociais.
Não dá para ficarmos tranquilos diante de tanta injustiça. Porque preferimos a anestesia à luta? Porque não deixemos de lado um pouco nosso conforto para pensarmos e agirmos por uma sociedade melhor?
Viajo para a Amazônia para colaborar, como cidadão e advogado, com as comunidades ribeirinhas, os índios, a questão ambiental. A discussão que está em voga hoje é a ambiental e, realmente, ela se faz necessária e urgente.
A natureza cada vez mostra com mais forças seu poder e sua revolta contra o que fazemos com ela. Utilizamo-la com interesse econômico e sem preocupação com os demais seres que nela vivem. Não nos preocupamos com o amanhã. E ela não está feliz com isso. Lembremos dos tsunamis, dos furacões, dos terremotos, dos deslizamentos.
Olhemos para nossa cidade de São Paulo, nesse mês de janeiro, o tanto que choveu. Os estragos das chuvas nos lugares mais precários. Infelizmente os efeitos climáticos atingem de forma pior os mais pobres, os que moram em áreas de risco, nas beiras dos rios.
Insistimos em desmatar nossas florestas. Somos o 5º pais no mundo que emite mais gases poluentes e 75% desses gases vêm do desmatamento. Matamos nossa floresta para alimentar o mercado externo, americano e europeu. Faz sentido isso?
Do que adianta exercitarmos uma consciência ecológica se não questionamos nosso próprio anseio consumista que desgasta a capacidade da natureza e acelera a degradação do meio ambiente? Devemos exigir de nos sacrifícios pelo bem da sobrevivência da natureza e nossa também.
Apenas para exemplificar, com situações cotidianas: será que precisamos ter 50 pares de sapatos em nossos armários? Dezenas de peças de roupas que depois ficam armazenadas? Será que todos precisamos de carro em detrimento do transporte público? Precisamos tomar duas vezes ao dia banhos de 30 minutos? Devemos pensar que nosso padrão de consumo gera desigualdades e agride a natureza, e é preciso abdicar desse modelo.
Sinto nessa minha escolha um pouco de negação, ainda que temporária, do modelo civilizatório ocidental consumista e destrutivo em que vivemos – e, pior, que achamos bom. Desejo buscar na natureza, com os índios, valores humanos que se sobreponham às ilusões da civilização.
Penso que, diante de toda a realidade miserável que pude ver, não posso ficar inerte, tocando minha vida como se a vida do outro nada tivesse a ver com a minha. Me sinto na obrigação de colaborar com nosso povo.
Não é preciso ir até a Amazônia para mudar essa realidade social brasileira. A cidade de SP está cheia de problemas a serem resolvidos, e todos vocês podem colaborar para mudar essa situação. Visitem a favela do moinho, o jardim pantanal, uma unidade prisional. Certamente lá existem muitos problemas e as pessoas precisam de ajuda!
Mas, nem só de lutas vive o homem. Quero viver, escrever uma gostosa poesia de minha vida. Poder respirar um ar puro, contemplar a mata e os animais, estar em contato com culturas diferentes, jogar mais futebol, estar no paraíso natural. Como diz a poesia do sambista Candeia, cantada na voz de Cartola: “deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra nao chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver”.
Para terminar, dois lindos poemas do nosso querido dom Pedro Casaldaliga, grande figura que me inspirou profundamente e a quem tive a enorme felicidade e privilégio de conhecer em São Felix do Araguaia:
Deixo aqui um convite para que todos venham visitar a Amazônia. Para quem quiser conhecer o paraíso. Não se arrependerão. As portas lá sempre estarão abertas a vocês. Espero vocês numa visita.
Muito obrigado por virem, quero dar um abraço em cada um de vocês!
Abaixo reproduzo discurso feito por Pedro durante missa antes de sua despedida de São Paulo antes de embarcar para o Amazonas. O texto está publicado no blog de seu pai.
Queridos familiares. amigos e amigas. Em primeiro lugar, quero dedicar essa missa a minha madrinha Glaucia, que nos deixou há uma semana. Tenho um sentimento de que ela vai olhar por nós e alegrar um pouco mais o céu. As maiores lembranças que tenho dela são o seu sorriso e sua luta pela causa ambiental. De alguma forma, sinto que posso dar seguimento ao que ela tanto ensinava como geografa e professora. Essa missa é em memoria dela.
Quero agradecer a cada um de vocês pela presença nesta noite, isso representa muito pra mim e me dá muita força para seguir a caminhada. Celebramos hoje, na Igreja da Boa Morte, a vida, a esperança de dias melhores.
Sei que não estamos reunidos esta noite por mim apenas: todos os que estão aqui querem um mundo melhor para si; para seus filhos. Todos queremos paz, alegrias, amizade, justiça. Este encontro serve para renovarmos nossos sonhos.
Agradeço de forma especial as pessoas que prepararam com tanto carinho essa missa: a Marcelo da Pastoral da Juventude, a Pe Valdir e dona Vera, a toda a comunidade alianca da Misericordia, nas pessoas de Pe Enrico e Antonelo, ao pessoal da banda e a todos e todas que permitiram que esta noite acontecesse. Pe Valdir, aliás, que foi o pai desta minha ideia de ir pra Amazânia. Desde fazer contato com o bispo de São Gabriel da Cachoeira, até falar com todos os padres e irmãs para que autorizassem meu envio. Muito obrigado por toda a ajuda, Pe Valdir.
Quero saudar meus amigos da alianca da misericórdia. Por ceder essa igreja, que é vossa casa.
Saibam que vocês têm enorme influência na minha vida e nessa minha decisão: desde o primeiro momento, quando conheci um montão de jovens que moravam na favela do moinho e faziam pastoral carcerária, logo fiquei encantado com o que vi.
Eram jovens dedicando suas vidas a melhorar a realidade dos mais marginalizados: os moradores de favelas e os encarcerados.
Nas muitas vezes que estive com eles, sempre me identifiquei com aquela vocação e sentia alguma coisa arder mais forte no meu peito. Sabia que faria algo parecido.
Vocês vivem a solidariedade na essência na palavra, vivem pela causa social com compromisso e verdade.
Parabéns e muito obrigado pelo exemplo.
Quero abraçar todos meus familiares. Meus tios e tias, pais e mães pra mim, e meus irmãos. Meus primos e primas, que são meus outros irmãos e irmãs. Carrego voces no coração, assim como carrego a lembrança de meus quatro avós, os quais tive a enorme felicidade de conhecer e conviver. Sinto que eles estão comigo. Sempre os senti por perto e sei que eles nos protegem. Dedico também a eles minhas alegrias.
Brindo com todos meus amigos e amigas, da rua, de colégio, de faculdade, das lutas, da vida. Pela amizade e companheirismo. Obrigado por me ensinar. Espero que nossa amizade possa ser preservada e se fortalecer ainda mais, nos sentimentos de solidariedade com os outros, no amor pelo país, na luta por mais igualdade social, autonomia e liberdade das pessoas e tolerência com as diferenças. Tamo junto!
Aos amigos dos meus pais, que se tornaram meus amigos. Obrigado por todo exemplo de luta e dedicação a uma militância que exigiu muito tempo do lazer e conforto de vocês e de suas famílias. Carrego vocês comigo também! Muito obrigado pela presença.
Agradeço o carinho dos amigos de Carlos de Foucalt. Obrigado pela amizade e acolhida. Terei mais oportunidade de conhecer os ensinamentos de Foucalt. De alguma forma, já me sinto muito influenciado por essa espiritualidade, desde minha infância, através de meus pais, e agora, por todo esse processo da minha decisão, quando estive rodeado por vocês. Muito obrigado.
Quero agradecer, de forma muito especial aos meus queridos amigos e amigas companheiros de Pastoral Carcerária. Obrigado pela oportunidade que me deram, por confiarem e apostarem em mim. Pela amizade e paciência que tiveram comigo. E, sobretudo, pelo exemplo de fé e compromisso com a causa carcerária e humana. Vocês são verdadeiros guerreiros, pessoas iluminadas. Faltam palavras pra descrever tudo o que vivi nestes 3 anos de Pastoral. Quero, do fundo do coração, agradecer a oportunidade de ter compartilhado com vocês momentos dos quais nunca esquecerei. A presença missionária dentro da Pastoral influenciou a minha escolha. Carrego vocês, os presos e as presas, comigo. Que tenhamos dias melhores, em que nossa sociedade respeite os direitos dos cidadãos presos. Muito obrigado!
Aos meus queridos pais, também faltam palavras. Obrigado pelo exemplo, por nos ensinar a olhar pelo outro, a ter consciência do mundo em que vivemos, a lutar por nossos sonhos. Muito obrigado por serem parceiros comigo e com meus irmãos em nossas investidas, em nossos projetos.
Amo muito você, pai e você, mãe.
Aos meus queridos irmãos, todo meu amor e amizade. Vocês são pessoas especiais pra mim, trazem mais energia pra minha vida, são minha sustentação.
Espero estar tão perto de todos vocês mesmo estando longe. Carrego vocês nesta luta. Desde já peço perdão pelas vezes que precisarem de mim e que estarei ausente. Obrigado pelo apoio.
Essa minha decisão de viver essa experiência na Amazônia é fruto do convívio com a realidade dos cárceres e a realidade social em sua forma mais cruel, o lado B de nosso País: o País dos esquecidos, dos humilhados. Pude estar em contato com a miséria da miséria, a injustiça, a segregação social e racial, a dor, o esquecimento. Ter visto de perto situações desconhecidas pela maioria das pessoas, ter conhecido um País que ainda maltrata seus cidadãos, tudo isso me despertou pra necessidade de luta, de trabalho para a profunda transformação dessa realidade.
De forma geral, vejo os poderes de Estado ainda muito elististas. Não conhecem de verdade a realidade de seu povo, a pobreza, a falta de dignidade e cidadania que sofrem milhões de cidadãos, não conhecem os cárceres. Mantêm-se distantes daquilo que deveria ser a essência de seu trabalho: o bem comum do povo, sobretudo daquele que mais necessita das instituições para a garantia de seus direitos. Privilegiam o status, o poder, as facilidades materiais em detrimento dos direitos fundamentais das pessoas.
As leis, a Constituição Federal infelizmente não são as mesmas para todos. A justiça é justa para poucos. Os direitos de alguns são mais importantes que de outros. Lutar pela terra é crime. Mas não é crime a situação daquela pessoa que vive em condicoes sub-humanas nas favelas, sem dignidade nenhuma, sem comida. Furtar é crime. Mas não é crime quando o Estado amontoa milhares de presos e presas numa lata, os tortura impunemente, e viola todos seus direitos previstos nas leis. Temos dois Países: o País dos privilegiados, dos que têm acesso à riqueza, à cultura, ao lazer, aos bens materiais, às melhores oportunidades e o País dos esquecidos, que não têm direitos, não têm oportunidades, e ainda são criminalizados.
Devemos mudar, acredito que estamos avançando, mas é preciso muito mais, não podemos permitir retrocessos nas conquistas dos direitos.
Precisamos acabar com a segregação racial. Vejamos os direitos dos índios, como têm dificuldade para ser implementados. Vejamos a diferença entre os salários de negros e brancos. Vejamos os preconceitos que os nordestinos ainda sofrem no sul. A discriminação que sofrem as mulheres. Isso tudo ainda existe, é verdade, tristemente sentido no cotidiano.
Somos um País extremamente desigual na distribuição de renda. Somos top 10 no ranking de desigualdade. Num país com 200 milhões de habitantes, os 10% mais ricos detêm 50% da riqueza. Os 10% mais pobres, apenas 1% dessa riqueza. Os moradores de favelas pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos.
4 milhões de famílias no Brasil precisam bos benefícios de uma reforma agrária. Sem contar outros milhões que vivem em condicoes sub-humanas e que precisam de mudanças.
Nosso mundo tem 1 bilhão de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares por dia. No Brasil, são 7,5 milhões de pessoas que vivem na linha da pobreza.
Para mudar essa realidade, precisamos democratizar cada dia mais o poder econômico e o poder político. Não permitir que o capital econômico mande nas políticas dos países, em detrimento das conquistas e avanços sociais.
Não dá para ficarmos tranquilos diante de tanta injustiça. Porque preferimos a anestesia à luta? Porque não deixemos de lado um pouco nosso conforto para pensarmos e agirmos por uma sociedade melhor?
Viajo para a Amazônia para colaborar, como cidadão e advogado, com as comunidades ribeirinhas, os índios, a questão ambiental. A discussão que está em voga hoje é a ambiental e, realmente, ela se faz necessária e urgente.
A natureza cada vez mostra com mais forças seu poder e sua revolta contra o que fazemos com ela. Utilizamo-la com interesse econômico e sem preocupação com os demais seres que nela vivem. Não nos preocupamos com o amanhã. E ela não está feliz com isso. Lembremos dos tsunamis, dos furacões, dos terremotos, dos deslizamentos.
Olhemos para nossa cidade de São Paulo, nesse mês de janeiro, o tanto que choveu. Os estragos das chuvas nos lugares mais precários. Infelizmente os efeitos climáticos atingem de forma pior os mais pobres, os que moram em áreas de risco, nas beiras dos rios.
Insistimos em desmatar nossas florestas. Somos o 5º pais no mundo que emite mais gases poluentes e 75% desses gases vêm do desmatamento. Matamos nossa floresta para alimentar o mercado externo, americano e europeu. Faz sentido isso?
Do que adianta exercitarmos uma consciência ecológica se não questionamos nosso próprio anseio consumista que desgasta a capacidade da natureza e acelera a degradação do meio ambiente? Devemos exigir de nos sacrifícios pelo bem da sobrevivência da natureza e nossa também.
Apenas para exemplificar, com situações cotidianas: será que precisamos ter 50 pares de sapatos em nossos armários? Dezenas de peças de roupas que depois ficam armazenadas? Será que todos precisamos de carro em detrimento do transporte público? Precisamos tomar duas vezes ao dia banhos de 30 minutos? Devemos pensar que nosso padrão de consumo gera desigualdades e agride a natureza, e é preciso abdicar desse modelo.
Sinto nessa minha escolha um pouco de negação, ainda que temporária, do modelo civilizatório ocidental consumista e destrutivo em que vivemos – e, pior, que achamos bom. Desejo buscar na natureza, com os índios, valores humanos que se sobreponham às ilusões da civilização.
Penso que, diante de toda a realidade miserável que pude ver, não posso ficar inerte, tocando minha vida como se a vida do outro nada tivesse a ver com a minha. Me sinto na obrigação de colaborar com nosso povo.
Não é preciso ir até a Amazônia para mudar essa realidade social brasileira. A cidade de SP está cheia de problemas a serem resolvidos, e todos vocês podem colaborar para mudar essa situação. Visitem a favela do moinho, o jardim pantanal, uma unidade prisional. Certamente lá existem muitos problemas e as pessoas precisam de ajuda!
Mas, nem só de lutas vive o homem. Quero viver, escrever uma gostosa poesia de minha vida. Poder respirar um ar puro, contemplar a mata e os animais, estar em contato com culturas diferentes, jogar mais futebol, estar no paraíso natural. Como diz a poesia do sambista Candeia, cantada na voz de Cartola: “deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra nao chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver”.
Para terminar, dois lindos poemas do nosso querido dom Pedro Casaldaliga, grande figura que me inspirou profundamente e a quem tive a enorme felicidade e privilégio de conhecer em São Felix do Araguaia:
Deixo aqui um convite para que todos venham visitar a Amazônia. Para quem quiser conhecer o paraíso. Não se arrependerão. As portas lá sempre estarão abertas a vocês. Espero vocês numa visita.
Muito obrigado por virem, quero dar um abraço em cada um de vocês!
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Filho de deputado do PT está desaparecido
Pedro, filho do deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), está desaparecido há 48 horas. A última vez que foi visto estava nadando no Rio Negro, no município de São Gabriel da Cahoeira. Pedro, de 27 anos, trabalha na Pastoral Indigenista na diocese de São Gabriel da Cachoeira, que fica na região conhecida como Cabeça do Cachorro, no extremo noroeste do Brasil. Ele estava há cerca de dois meses na região amazônica. Buscas estão sendo feitas na região do rio onde o rapaz estava pelo Exército e Marinha.
Atualizado em 3/6, 11h55. Seis embarcações do Exército e Marinha continuam as buscas no Rio Negro. O parlamentar está em Sâo Gabriel acompanhando os trabalhos.
Atualizado em 3/6, 11h55. Seis embarcações do Exército e Marinha continuam as buscas no Rio Negro. O parlamentar está em Sâo Gabriel acompanhando os trabalhos.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Estado de São Paulo carece de salas de cinema
O Perfil dos Municípios Brasileiros 2009, divulgado há pouco pelo IBGE, mostra que a população de São Paulo está cada vez mais distantes dos cinemas. Não porque não vai às salas de exibição, mas porque não há cinemas nas cidades. Dos 645 municípios paulistas, apenas 134 contam com salas de projeção (mesmo assim é o maior do Brasil).
Mas para quem preferir assistir a um filme na telinha, o problema é menor, já que 490 cidades já possuem videolocadoras. Quem quer ler só encontra livrarias em 213 municípios. E aqueles que apreciam arte e querem visitar museus devem se deslocar para outros municípios, uma vez que apenas em 210 cidades há estabelecimentos desse tipo.
Já os paulistas têm a maior opção de ir às compras em shopping centers. São 85 nas terras bandeirantes.
No Brasil, a existência de equipamentos culturais está mais concentrado na região Sudeste. Nos 1.668 municípios de São Paulo, Rio, Minas Gerais e Espírito Santos há mais salas de cinema: 270, assim como mais livrarias: 448. Mas o Nordeste concentra mais videolocadoras: 1.262.
Já os shopping center são 352 em todo território nacional, segundo o IBGE. Sendo 169 só na região Sudeste.
O que você acha dessa comparação entre cultura e consumo?
Mas para quem preferir assistir a um filme na telinha, o problema é menor, já que 490 cidades já possuem videolocadoras. Quem quer ler só encontra livrarias em 213 municípios. E aqueles que apreciam arte e querem visitar museus devem se deslocar para outros municípios, uma vez que apenas em 210 cidades há estabelecimentos desse tipo.
Já os paulistas têm a maior opção de ir às compras em shopping centers. São 85 nas terras bandeirantes.
No Brasil, a existência de equipamentos culturais está mais concentrado na região Sudeste. Nos 1.668 municípios de São Paulo, Rio, Minas Gerais e Espírito Santos há mais salas de cinema: 270, assim como mais livrarias: 448. Mas o Nordeste concentra mais videolocadoras: 1.262.
Já os shopping center são 352 em todo território nacional, segundo o IBGE. Sendo 169 só na região Sudeste.
O que você acha dessa comparação entre cultura e consumo?
segunda-feira, 15 de março de 2010
TRE julga recursos de vereadores cassados
Está previsto para amanhã a sessão plenária que vai julgar os recursos apresentados pelos vereadores paulistanos cassados Carlos Apolinário (DEM) e Gilson Barreto (PSDB). Apolinário e Barreto foram cassados em outubro de 2009 pelo juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Rezende Silveira. Nos dois casos, Silveira entendeu que os parlamentares receberam doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) de forma irregular.
Liminar suspende propaganda do PT
O corregedor regional eleitoral de São Paulo, Alceu Penteado Navarro, concedeu liminar para suspender a veiculação da propaganda partidária do PT que seria veiculada em todo Estado na televisão. Na peça de marketing, o presidente Lula cita Dilma Rousseff, comparando-a com São Paulo. A representação, com pedido de liminar concedido, foi proposta pela ala do PMDB ligada ao ex-governador Orestes Quércia, aliado de José Serra (PSDB), e deverá agora ser julgada pelo plenário do TRE.
domingo, 14 de março de 2010
Pesadelo do DEM
Os problemas envolvendo políticos do Democratas parece não ter fim. Agora foi o vereador Ramon Ramos, de São Bernardo do Campo, que perdeu o cargo. Ramos sofre processo na Justiça comum por porte ilegal de arma. Ele foi flagrado em 2006 com um revólver. Trata-se de uma situação envolvendo ficha suja. O democrata foi condenado em fevereiro de 2008, oito meses antes das eleições. Recorreu, e apesar da demora da tramitação do processo, conseguiu registrar a candidatura, foi leito e diplomado. No ano passado, o Judiciário manteve a condenação e ele perdeu o mandato. Na semana passada, deixou o parlamento municipal.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Sem reeleição 2
Veja no link abaixo as explicações do deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT/SP) para não concorrer à reeleição em outubro. Acho que há várias interpretações para os argumentos apresentados. Até mesmo uma candidatura a vice ao governo de São Paulo numa chapa composta com o PSB: http://www.joseeduardocardozo.com.br/capa_integra.asp?cd=204
Indy jabá
Os 55 vereadores de São Paulo poderão ver de graça a prova da Fórmula Indy no Sambódromo, no Anhembi. Ontem, cada parlamentar recebeu um kit da Indicar 300. São quatro ingressos para a arquibancada nos treinos de sábado; quatro ingressos para o dia da prova no domingo; dois ingressos para o camarote da Prefeitura de São Paulo para o domingo, com serviço vip e mordomias; além de vale-camiseta e passe para o estacionamento gratuito.
Sem reeleição
O deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (PT/SP) anuncia que não tentará a reeleição em outubro. "Gostaria de compartilhar com vcs uma decisão que tomei: não serei mais candidato a deputado federal", escreveu no seu Facebook.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Influência nos governos locais 2
O urbanista Jordi Borja, professor da Universidade da Catalunha, Espanha, diz que hoje é impossível falar em desenvolvimento das cidades sem levar em conta o uso de todas as tecnologias de comunicação e informação. "Na Espanha, até mesmo as pessoas que vivem em regiões mais precárias têm pelo menos um telefone celular e há que se favorecer o uso dessas tecnologias para o desenvolvimento das cidades."
A participação popular, segundo Borja, é fundamental para que uma cidade altere seu perfil urbano. Foi o que aconteceu em Barcelona entre o fim da década de 1980 e início da de 1990, quando a capital da Catalunha passou por um amplo trabalho de recuperação, do qual Borja foi um dos artífices. "Barcelona recolheu as demandas dos movimentos populares para que eles construíssem o modelo de cidade que queriam", afirmou, acrescentando que hoje esse processo é facilitado pelas novas tecnologias de comunicação.
Borja ressaltou que cada cidade deve encontrar a sua fórmula para o desenvolvimento: "Estamos frente a governos locais que entendem que não podem ser como antes. Mas cada cidade deve levar em conta sua história, sua cultura e suas características, formulando políticas públicas que respeitem os direitos de seus cidadãos."
A participação popular, segundo Borja, é fundamental para que uma cidade altere seu perfil urbano. Foi o que aconteceu em Barcelona entre o fim da década de 1980 e início da de 1990, quando a capital da Catalunha passou por um amplo trabalho de recuperação, do qual Borja foi um dos artífices. "Barcelona recolheu as demandas dos movimentos populares para que eles construíssem o modelo de cidade que queriam", afirmou, acrescentando que hoje esse processo é facilitado pelas novas tecnologias de comunicação.
Borja ressaltou que cada cidade deve encontrar a sua fórmula para o desenvolvimento: "Estamos frente a governos locais que entendem que não podem ser como antes. Mas cada cidade deve levar em conta sua história, sua cultura e suas características, formulando políticas públicas que respeitem os direitos de seus cidadãos."
Influência nos governos locais
As novas tecnologias podem influenciar as decisões dos governos locais e ajudar na construção de novos perfis para as cidades. "A mídia passou de uma forma de informação para uma forma de mobilização. Toda informação publicada na internet tem valor para quem a usa, criando pontos de encontro entre pessoas de um mesmo grupo de interesse", afirma Clay Shirky, que é escritor e professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet na Universidade de Nova Iorque.
A união das pessoas em torno de um tema comum, segundo Shirky, não se restringe ao mundo virtual, como se imaginava quando do surgimento da internet: "Hoje temos locais na tecnologia virtual que estão levando a encontros físicos no mundo real para gerar melhorias na qualidade de vida das pessoas", disse na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (Cici2010), em Curitiba.
A união das pessoas em torno de um tema comum, segundo Shirky, não se restringe ao mundo virtual, como se imaginava quando do surgimento da internet: "Hoje temos locais na tecnologia virtual que estão levando a encontros físicos no mundo real para gerar melhorias na qualidade de vida das pessoas", disse na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (Cici2010), em Curitiba.
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