O jornal La Razón, da Bolívia, manchetou hoje que o Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, o Comando Vermelho (CV), do Rio, e o cartel mexicano Zeta estabeleceram conexões com clãs familiares de narcotraficantes bolivianos. Segundo o diário, o vice-ministro de Defesa Social, Felipe Cáceres disse que as três organizações criminosas estão agindo em sociedade. O PCC e a CV têm emissários operando na Bolívia e o Brasil se tornou o principal mercado para a cocaína boliviana. Segundo Cáceres, informa o La Razón, até o dia 12 de julho haviam sido presos em território da Bolívia 2.151 narcotraficantes, a maioria colombianos, brasileiros e paraguaios.
De acordo com o vice-ministro, não há uma conexão direta entre a quantidade de cocaína e o incremento da venda da droga. Cácares afirmou que há mais droga sendo ofertada porque uma tecnologia colombiana de fabricação permite que com menos coca se fabrique maior quantidade da droga. No passado, com 700 libras de pasta de cocaína se produzia um quilo da droga. Mas hoje se produz dois quilos com a mesma quantidade de pasta.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
PCC na Bolívia
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse em entrevista à imprensa boliviana que o Primeiro Comando da Capital (PCC) atua também na Bolívia. Segundo o periódico La Prensa, Garcia afirmou que a presença do PCC em território boliviano "é muito ruim" para aquele país. No transcorrer da conversa, o assessor conta que possui informações superficiais sobre o fato, mas "seria de certo modo compreensível (a presença da facção) na medida em que a Bolívia pode ser uma zona de produção (de cocaína). Mas é seguramente uma zona de trânsito, porque também se fala que uma parte das drogas que entra no Brasil é produzida no Peru e passa pela Bolívia".
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