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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Encontradas ossadas em vala clandestina no Cemitério de Vila Formosa

Restos mortais de seres humanos foram encontrados dentro de um ossário clandestino debaixo de um canteiro no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo. Equipe formada por representantes do Ministério Público Federal em São Paulo, da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), ligada à Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal e do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo estão procurando restos mortais de pessoas desaparecidas durante o regime militar (veja post anterior).

Até a profundidade em que o material foi vasculhado, os peritos visualizaram restos mortais no interior de sacos. Na tarde desta terça-feira, foi feita a remoção de 16 ossadas, que seriam datadas da década de 1980. Segundo o procuradora da República Eugênia Augusta Gonzaga e o procurador regional da República Marlon Alberto Weichert, autores de uma ação civil pública que pede que sejam responsabilizados autoridades públicas que autorizaram a ocultação de cadáveres de opositores mortos pelo regime durante a ditadura militar (1964-1985), os trabalhos dos peritos prosseguirão até sexta-feira.

Após o trabalho de localização, serão selecionadas ossadas para pesquisa antropológica, nas quais fotos, dados médicos e dentários das vítimas serão cruzados com as características das ossadas. Essa primeira fase será realizada em conjunto pelo IML e o INC, que extrairá dos ossos o material genético para a segunda fase, na qual serão confrontados com o material colhido dos familiares das vítimas e que compõe o banco de DNA. Mais de 450 pessoas foram mortas ou desapareceram durante o período do último regime militar no Brasil, entre 1964 e 1985. Os trabalhos na Vila Formosa visam localizar os restos de aproximadamente dez desaparecidos políticos, como Virgílio Gomes da Silva, o Jonas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Peritos farão nova busca de restos mortais de desaparecidos políticos no Cemitério da Vila Formosa

Na segunda-feira, dia 29, peritos voltam ao Cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo, para procurar restos mortais de desaparecidos políticos durante o período da ditadura. Estarão presentes representantes do Ministério Público Federal e da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Instituto Nacional de Criminalística do Departamento de Polícia Federal e do Instituto Médico Legal do Estado de São Paulo. Será reaberto o depósito clandestino localizado debaixo de canteiro onde ficava um letreiro do cemitério.

Os trabalhos visam localizar os restos de aproximadamente dez desaparecidos políticos, como Virgílio Gomes da Silva, o Jonas. Análise realizada com base em dados preliminares coletados com a ajuda de um radar de penetração no solo, combinado com fotografias aéreas de 1972, permitiram aos peritos localizar uma estrutura embaixo de um canteiro onde antigamente se encontrava um letreiro do cemitério que pode ser um depósito de ossos. A avaliação é de que esse compartimento tenha aproximadamente 3 metros de largura por 3 de comprimento, com profundidade indefinida. 

Mais de 450 pessoas foram mortas ou desapareceram durante o período do último regime militar no Brasil, entre 1964 e 1985.